quinta-feira, 4 de julho de 2013

A CONSCIÊNCIA COLETIVA É A ARMA CONTEMPORÂNEA


TEMO MUITO o comentário de uma figura que declara: "queremos um país que só funciona com rédeas curtas e olhe lá..." 
É uma afirmação que valoriza o controle e a vigilância dos comportamentos e idéias do corpo social e que, serve ao poder governante que está instrumentado de um falso e estratégico moralismo como justificativa aos atos inconstitucionais, ilegais e violentos, ignorando os direitos humanos que, AS FORÇAS DO SISTEMA DE SEGURANÇA DO GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN vem realizando diariamente no ESTADO DE SÃO PAULO.

moral 
(latim moralis, -e, relativo aos costumes) 
1. Relativo à moral.
2. Que procede com justiça. = CORRECTO, DECENTE, HONESTO, ÍNTEGRO, JUSTO, PROBO≠ DESONESTO, ERRADO, IMORAL, INDECENTE
3. Não físico nem material (ex.: estado moral). = ESPIRITUAL
5. Conforme às regras éticas e dos bons costumes.
6. Conjunto dos princípios e valores morais de conduta do homem.
7. Bons costumes.
8. Conjunto de regras e princípios que regem determinado grupo.
9. [Filosofia]  Tratado sobre o bem e o mal.
10. Susceptibilidade no sentir e no proceder.
11. Estado do espírito (ex.: a derrota minou o moral do grupo). = ÂNIMO, DISPOSIÇÃO
moral da história: lição ou ensinamento que se pode retirar de um acontecimento ou história narrados. = MORALIDADE

As ações políticas, destes 16 anos de 'TUCANATO' no governo estadual paulista,  baseiam-se na estratégia de tornar os grupos moralistas o próprio moralismo vigente.

moralista: Que ou a pessoa que é autora de obras de moral.
moralismo: Atitude ou sistema baseados na preeminência da moral. Formalismo moral.

 Este moralismo  caracteriza-se por uma inversão já que advém do particular para aplicar-se ao todo , essa inversão reinventa o conteúdo e a fundamentação do conceito de moral, isto é particulariza e fragmenta o sistema que objetiva reger a existência do coletivo atribuindo à sociedade a ética social.
Assim a moral, esvaziada de sua essência coletiva e ética, pode ser preenchida com quaisquer conteúdos que os grupos que detém o poder político e econômico queiram disseminar. 
A mídia brasileira, em especial a Rede Globo é o vetor que veicula o conteúdo escolhido como 'recheio' da moral social, promove obsessivas campanhas temáticas de certos comportamentos sociais: julga, atribui valor moral e condena.
Grande parte dos entes sociais, devidamente  envolvidos pela campanha midiática da crescente violência nas cidades do Estado de SP, foram educados pela ameaça da perda (de seus bens materiais, de sua integridade física, de suas vidas).
 A ansiedade vivenciada favorece a  adesão imediata à quaisquer juízos e ações relativas à quaisquer conteúdos que, a mídia e o ‘poder’ oferecem, parece ser a única alternativa  possível de defesa das ameaças que recaem sobre o individuo.
Essa doutrinação fundada no medo e na raiva origina 'guetos- nichos' sociais extremamente intolerantes e hostis entre si., porque cada gueto reconhece seu inimigo no grupo diverso ao seu, por exemplo:a burguesia econômica elege o pobre  e violento ladrão como seu executor-inimigo; o pobre que, observa o desfile dos bens burgueses, mas não consegue alimentar sua família  elege o 'playboyzinho no carrão', o patrão em sua mansão como seus exploradores, como os que o mantém miserável e, claro, como seu inimigo.
O Estado agradece porque à ele nada é conferido, transfere  sua falta de governabilidade, sua falta de ética e sua negligência ao público para o inimigo do inimigo do inimigo nos 'guetos' e desfila impune  e invisível.
Essa moral bricolada é acrítica, porém julga; é cega, porém vigia; é ajustável, porém controla; é garantia da saúde e dos bons costumes, porém divide, exclui e castiga..
  A propagação desta ‘oca’ moral (moralismo individualizante) afirma, protocolarmente, o modelo da vida coletiva para os que, ao COLETIVO podem pertencer, logo cria 'despertencimentos' sociais: define o anti-social, o mau, o IMORAL.
 Sem definição, a MORAL é qualquer coisa que deva ser propagada na dialética indivíduo-coletivo.
Extinta a possibilidade crítica, esvaziada a consciência e o respeito à diversidade do outro  e submissa às informações e formações emitidas pela mídia e pelo poder governante.
A CONSCIÊNCIA COLETIVA É A ARMA CONTEMPORÂNEA!

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